A cidade de Nova Andradina, localizada na região sudeste do Estado e a 298 quilômetros de Campo Grande, passou a contar com reforço policial e a presença do Exército nesta quinta-feira (9). A medida surge em resposta a uma série de execuções e confrontos policiais que têm ocorrido nos últimos dias.
Nesta manhã, Caminhões do Exército circularam pelas ruas da cidade, atraindo a atenção dos moradores. A ação é parte de um esforço para conter a crescente violência, que inclui rumores sobre uma possível ameaça de massacre em uma escola local.
O prefeito de Nova Andradina, Leandro Fedossi, destacou que a situação é resultado de uma guerra entre facções e expressou a expectativa de que a calma retorne à cidade. “É uma briga de facção, mas acredito que a situação deve acalmar mais aqui agora”, afirmou o chefe do executivo municipal.
A intensificação das medidas de segurança ocorre após uma série de homicídios. Na tarde de quarta-feira (8), um homem, ainda não identificado, foi morto em uma suposta troca de tiros com a Polícia Militar. O suspeito, Leandro Tavares Nunes, de 34 anos, conhecido como “Moleque Conquista”, foi uma das vítimas mais recentes da onda de violência.
Na mesma semana, um ataque resultou na morte de Fabrício Flor de Oliveira, de 19 anos, na Avenida Eulenir de Oliveira Lima, enquanto ele estava sentado ao lado do avô. Os atiradores, que se aproximaram em uma motocicleta, dispararam contra ele e fugiram do local. Além disso, no último sábado (4), Brendow Kaique Souza da Silva, de 18 anos, foi assassinado dentro de sua casa no bairro Ulisses Pinheiro.
Os casos seguem sob investigação, e os suspeitos ainda não foram localizados pela polícia. A Prefeitura de Nova Andradina emitiu um comunicado informando que a Polícia Militar verificou uma ameaça de massacre na escola e constatou que se tratava de um alarme falso, aliviando a preocupação da comunidade.