Um exame psiquiátrico forense realizado em um dos réus do assassinato de Luan Felipe Pereira Santana, que tinha 20 anos, não identificou qualquer transtorno mental na época do crime. O laudo, que foi anexado ao processo no dia 22 de maio, concluiu que não há elementos clínicos que possam caracterizar um problema psiquiátrico no acusado. Luan foi assassinado em outubro de 2025, no bairro Maria Aparecida Pedrossian, sendo atingido por disparos no rosto e no tórax.
O réu, que nega envolvimento no crime, teve sua capacidade de entendimento sobre a ilicitude da ação avaliada no laudo. A conclusão do documento afirma que “o periciado não tem diagnóstico médico-psiquiátrico à época do crime que lhe foi imputado” e que “à época dos fatos era totalmente capaz de entender o caráter ilícito de sua ação”. Isso significa que, do ponto de vista psiquiátrico, o acusado é considerado plenamente responsável pelo crime. O juiz da 1ª Vara Criminal de Campo Grande agora aguarda que a defesa do réu se manifeste em relação ao laudo.
O crime em questão ocorreu após uma briga entre Luan e um amigo do autor, que foi o primeiro a ser encontrado pelos policiais e confessou a execução. De acordo com o boletim de ocorrência, a briga entre Luan e o amigo do réu aconteceu no dia 6 de outubro, um dia antes do assassinato. Durante a discussão, os ânimos se exaltaram, e o autor retornou ao carro, sendo seguido pela vítima até a janela. Em seguida, o réu disparou três vezes contra Luan, que morreu no local devido aos ferimentos.
O caso segue em apuração na Vara Criminal, e a expectativa é pela manifestação da defesa para os próximos passos no processo judicial.