Estudantes de Naviraí representam MS em competição internacional de robótica no México

Um grupo de dez alunos de Naviraí embarcou para a Cidade do México para participar de uma competição de robótica com o robô Banguela, inspirado [...]
Robô Banguela durante os últimos testes antes da viagem (Foto: Maya Severino)

Um grupo de dez estudantes de Naviraí, no Mato Grosso do Sul, partiu nesta segunda-feira (20) para a Cidade do México, onde competirá em um torneio internacional de robótica. A competição ocorrerá entre os dias 23 e 25 de outubro e contará com a participação de equipes de mais de 35 países. Os alunos levarão o robô Banguela, que é inspirado no personagem do filme “Como Treinar o Seu Dragão” e é o único representante sul-mato-grossense no evento.

Estudantes de Naviraí representam MS em competição internacional de robótica no México

Apesar de a viagem já estar programada, o robô Banguela ainda necessitava de ajustes finais horas antes do embarque. Os estudantes se dedicaram a realizar retoques na pintura e a incorporar detalhes que remetem ao dragão da animação. Essa dedicação não intimidou os integrantes da equipe, que estão entusiasmados com a oportunidade de competir fora do país.

O robô foi desenvolvido pelos alunos, que não apenas cuidaram da pintura, mas também da montagem, programação e operação do equipamento. Letícia Scotti Borba, de 16 anos, uma das integrantes da equipe, comentou sobre o processo criativo que culminou na construção do robô. Ela destacou que a personalidade do grupo se reflete na inovação e na criatividade aplicadas no projeto.

Letícia, que está no terceiro ano do ensino médio, revelou que se tornou programadora do robô quase por acaso, admitindo que, inicialmente, não tinha interesse em robótica. Sua experiência na programação começou do zero, e ela superou sua aversão às disciplinas exatas para se tornar uma peça-chave na equipe. A mudança em sua perspectiva sobre robótica foi significativa, levando-a a se apaixonar pela área.

O superintendente do Sesi MS, Régis Borges, comentou sobre a importância da viagem, que representa o resultado de um longo processo de preparação. Ele ressaltou que o torneio não envolve apenas a construção do robô, mas também o desenvolvimento de habilidades como planejamento, comunicação e trabalho em equipe entre os estudantes. O robô Banguela, portanto, é um reflexo do esforço coletivo dos alunos, que precisam trabalhar juntos para que a máquina funcione adequadamente durante a competição.

Régis Borges, superintendente do Sesi MS, durante a preparação (Foto: Maya Severino)

Na reta final de preparação, os estudantes ainda realizavam os últimos ajustes, que incluíam pintura, ensaios de comunicação em inglês e treinos para a competição. Apesar da correria, as marcas das mãos dos alunos na estrutura do robô simbolizam a dedicação e o esforço que foram investidos na criação do Banguela, pronto para enfrentar o desafio internacional.

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