O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 aponta para um avanço nos indicadores educacionais de Mato Grosso do Sul, embora as desigualdades entre as escolas ainda sejam marcantes. As informações revelam que Nova Andradina se destaca nos anos iniciais do ensino fundamental, enquanto Campo Grande lidera nos anos finais e Ivinhema apresenta a melhor nota no ensino médio. Por outro lado, escolas indígenas localizadas em Amambai, Miranda, Japorã e Aquidauana têm os menores índices.
No geral, o estado avançou em todas as etapas de ensino avaliadas de 2023 a 2025. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb subiu de 5,6 para 5,9; nos anos finais, passou de 4,8 para 5,0; e no ensino médio, houve um aumento de 4,0 para 4,4. Os dados foram organizados a partir dos resultados divulgados pelo Inep, considerando apenas as instituições que tiveram seus índices publicados em 2025.
Entre as escolas com melhor desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental, destacam-se instituições municipais, como a E. M. Pingo de Gente – Polo (Nova Andradina), que obteve nota 7,7, seguida pela E. M. Luciano Silvério de Oliveira (Água Clara) com 7,5 e a E. M. Rotary Dr. Nelson de Araújo (Dourados) com 7,4. Outras escolas, como a E. M. Arco-Íris – Polo (Nova Andradina), também se destacaram, alcançando notas acima de 7,0.
Em contrapartida, as escolas indígenas apresentam os piores índices, refletindo uma realidade educacional desafiadora. O secretário estadual de Educação, Hélio Daher, ressaltou que o Ideb é um importante indicador de aprendizagem, mas alertou para a necessidade de não comparar escolas que atendem a realidades tão distintas. Ele enfatizou que algumas crianças vão para a escola principalmente em busca de alimentação, enquanto outras têm condições adequadas para aprender.
Daher também mencionou que houve um aumento significativo na participação de estudantes da rede estadual no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Em 2023, cerca de 30% dos alunos participaram da prova, e em 2025 esse número subiu para aproximadamente 90%, o que torna os resultados mais representativos da realidade educacional do estado. A ampliação da participação nas avaliações foi uma estratégia adotada para obter uma visão mais precisa da qualidade do ensino em Mato Grosso do Sul.