Ex-motoristas do Consórcio Guaicurus descrevem condições trabalhistas precárias, incluindo ameaças e descontos compulsórios por danos nos veículos, mesmo após contratação de seguro exigida em acordo anterior. Relatos apontam episódios de choro e abalo psicológico por conta de cobranças não previstas, como reparos em pneus causados por buracos na estrada.
O consórcio de empresas de transporte, que opera na região de Campo Grande, já foi alvo de investigação durante a CPI realizada em 2025. Na ocasião, foram colhidos depoimentos semelhantes sobre assédio moral, jornadas extensas e falta de garantias básicas, como acesso a banheiros durante expedientes.
Em dezembro, o MPT-MS (Ministério Público do Trabalho) instaurou um inquérito civil para apurar denúncias contra o consórcio, envolvendo assédio, fraudes e outras irregularidades. Apesar da notificação, os trabalhadores continuam a reportar problemas, como parcelamento de acertos salariais em condições humilhantes, equiparado a sistemas como 'carnê das Casas Bahia'.
Documentos mostram que o seguro veicular bilionário foi contratado em setembro de 2025, meses após a promessa de adoção. Porém, ex-funcionários afirmam que os descontos e pressões por danos persistiram, além de outros problemas como falta de pagamento de multas e divergências na base de dados do acerto salarial.
