Uma menina de 8 anos chegou à escola com sinais de fome e relatou à coordenação pedagógica que estava sofrendo agressões físicas e ameaças por parte da mãe. O relato da criança gerou preocupação, resultando na notificação à Polícia Civil após a constatação de marcas visíveis em seu corpo, especialmente na região do peito e nas costas.
Durante a conversa, a menina revelou que a mãe a teria ameaçado, afirmando que "iria matá-la". Além disso, a criança mencionou que sua mãe teria expressado um desejo de tê-la morto ainda na gestação, mas que a avó teria impedido essa ação. A mulher não apenas demonstrou descontentamento com a filha, mas também ameaçou entregá-la ao Conselho Tutelar.
Com frequência, a menina chegava à escola aparentando estar com fome. Em um dos relatos, ela afirmou que em casa havia apenas um pedaço de carne, que a mãe, segundo a criança, teria dado ao namorado. Essa situação alarmante levou a escola a tomar medidas imediatas, buscando ajuda externa para proteger a criança.
O Conselho Tutelar foi acionado e solicitou medidas protetivas para garantir a segurança da menina. Como resultado das investigações, ficou decidido que a criança ficará sob os cuidados da avó, enquanto a mãe deverá deixar o imóvel em que reside atualmente. Essa situação ressalta a importância da atuação da educação e das autoridades na proteção de crianças vulneráveis, conforme as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).