Cooperativas ganham reconhecimento como parte da cultura nacional

A partir de 17 de outubro, o cooperativismo será reconhecido como manifestação cultural no Brasil, permitindo acesso a fundos regionais de desenvolvimento. As leis que [...]
O cooperativismo poderá receber fundos regionais de desenvolvimento. — Foto: O c

Em uma importante mudança para o cooperativismo brasileiro, a partir do dia 17 de outubro, o setor será oficialmente reconhecido como uma manifestação da cultura nacional. Essa nova diretriz possibilitará o acesso a recursos provenientes de fundos regionais de desenvolvimento, conforme estabelecido pelas leis recentemente publicadas no Diário Oficial da União.

A Lei nº 15.433 não apenas incorpora o cooperativismo ao conjunto cultural do país, mas também institui a obrigação do Estado em garantir o funcionamento livre das cooperativas, além de promover o modelo de acordo com o que determina a Constituição Federal. O reconhecimento dos valores de colaboração e gestão coletiva, que são fundamentais para a estrutura do cooperativismo, é um ponto central dessa legislação.

Além disso, a nova Lei Complementar nº 231 inclui as cooperativas entre os beneficiários do FNDE, FDA e FDCO. Isso representa uma alteração significativa nas normas que regem esses fundos, permitindo que as sociedades cooperativas, organizadas de acordo com as diretrizes da legislação, possam receber financiamentos destinados a projetos produtivos.

Com a inclusão das cooperativas, os recursos disponíveis nesses fundos não estarão mais limitados a empresas tradicionais, ampliando, assim, as oportunidades de financiamento para iniciativas voltadas para setores estratégicos. Isso poderá incluir investimentos em áreas como infraestrutura, agroindústria e outros empreendimentos que visem estimular o desenvolvimento regional.

Os fundos regionais têm como objetivo fomentar projetos que apresentem potencial para criar novas atividades produtivas e, ao mesmo tempo, reduzir as disparidades entre as diferentes regiões do Brasil, com foco especial no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Esse reconhecimento do cooperativismo, alinhado com os objetivos dos fundos, poderá ter um papel importante na promoção de um desenvolvimento econômico mais equilibrado.

Essas duas novas normas fazem parte de um conjunto mais amplo de ações que visam fortalecer o cooperativismo no Brasil. Com o aumento do acesso a financiamentos e o respaldo institucional, o setor poderá expandir seus investimentos, gerar mais renda e impulsionar o desenvolvimento nas regiões onde atua.

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