Na terça-feira (30), o soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, foi morto a tiros durante uma operação em Corumbá, a 429 quilômetros de Campo Grande. O policial foi atingido por um disparo de fuzil enquanto tentava abordar indivíduos envolvidos em uma tentativa de homicídio contra um membro do Comando Vermelho (CV).
Os criminosos, identificados como Ewerton Antônio Franca Rodrigues, de 32 anos, sua companheira e Rubens Zílio Neto, conhecido como "Apolo", foram capturados posteriormente. Ewerton, que também foi baleado durante a ação, teria agredido um policial antes de sua morte.
Antes do confronto em Corumbá, os suspeitos, em um Fiat Argo, dirigiram-se a uma residência em Ladário com a intenção de assassinar um integrante do CV, conhecido como "Coelho". No entanto, o alvo conseguiu escapar dos disparos e os indivíduos fugiram, levando a polícia a iniciar as diligências.
Durante a abordagem em Corumbá, o soldado Marcelo foi atingido e os suspeitos conseguiram escapar mais uma vez. Após a ação, as autoridades foram informadas de que os criminosos tentavam atravessar a fronteira para a Bolívia, o que levou a uma colaboração com a polícia boliviana para localizá-los.
Ewerton acabou assumindo a responsabilidade pelo assassinato do policial e indicou os locais onde estavam escondidas algumas armas. Ele e seu comparsa pertenciam ao Primeiro Comando da Capital (PCC), com Ewerton exercendo funções de "disciplina" e "paiol", enquanto Rubens atuava como "missionário".
Na residência de Ewerton, a polícia encontrou dois fuzis, um revólver, duas pistolas, munições, rádios comunicadores, um fone de comunicação, distintivos policiais e uma quantidade de maconha. Também foram encontrados materiais como máscaras e vestimentas de guerrilha no local onde o Fiat Argo foi abandonado.