Imagens de câmeras de segurança registraram um grupo de aproximadamente dez crianças fugindo de um homem em uma caminhonete Chevrolet S10, na noite de terça-feira (29), no bairro Bela Laguna, região sul de Campo Grande. O suspeito é acusado de agredir uma das crianças com uma barra de ferro e de enforcá-la com uma corda.
As gravações mostram o grupo correndo no meio da rua enquanto o motorista realiza uma manobra e retorna em alta velocidade. As crianças relataram que estavam em uma praça quando o suspeito chegou em alta velocidade, tentando atropelá-las.
Uma das crianças buscou refúgio na casa de uma vizinha, que, assustada, a entregou ao suspeito. Durante um interrogatório improvisado, o homem teria colocado uma corda no pescoço da criança, apertando enquanto perguntava sobre o paradeiro dos outros. Ele também teria agredido a vítima e a colocado dentro do veículo, puxando seus cabelos.
A criança e um amigo foram levados pelo suspeito até suas respectivas casas. A Polícia Militar foi acionada, mas, por não conhecer o agressor, não pôde conduzir as equipes até sua residência. Os pais foram orientados a registrar um boletim de ocorrência.
Na manhã seguinte, o suspeito teria usado a imprensa para intimidar a família de uma das vítimas. Ele teria levado uma equipe de um local até a casa da vítima, afirmando ser “apenas um trabalhador”.
A confusão teve início na noite de terça-feira, quando as crianças brincavam em uma praça e o suspeito chegou dirigindo a caminhonete em direção ao grupo. Em seguida, ele teria saído do veículo à procura dos menores, sob a alegação de que eles haviam jogado pedras em sua casa e ferido seu cachorro.
Com medo, as crianças se esconderam na casa de uma vizinha, que as entregou após ser questionada pelo homem.
O pai de um adolescente de 12 anos relatou que o suspeito agarrou seu filho pelos cabelos, o agrediu com uma barra de ferro nas costas e o amarrou com uma corda no pescoço. Em seguida, colocou a criança no veículo e a levou para casa, entregando-a aos pais.
O homem teria proferido ameaças de morte contra as crianças, alegando que elas eram “vagabundas”, “noiadas” e “ladrões”.
De acordo com o registro policial, as vítimas não danificaram a casa do suspeito nem agrediram seu cachorro. Os pais das crianças solicitaram medidas protetivas de urgência contra o homem.
O caso foi registrado como injúria, ameaça e vias de fato.