O Brasil atingiu um novo marco no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), alcançando a marca de 0,805 em 2024, conforme dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Este é o maior índice já registrado na história do país, que agora se junta ao grupo de nações com “muito alto desenvolvimento humano”. O crescimento do IDH brasileiro, que era de 0,744 em 2012, reflete uma recuperação significativa após as quedas ocorridas em 2020 e 2021, provocadas pelos efeitos da pandemia de Covid-19 nos indicadores sociais.
A trajetória de recuperação do índice é notável, com valores de 0,788 em 2022 e 0,798 em 2023. A evolução foi impulsionada principalmente pela dimensão ‘Educação’, que apresentou uma taxa média de crescimento anual de 1,35%. Os dados são oriundos de um levantamento realizado pelo PNDU (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), em colaboração com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e a FJP (Fundação João Pinheiro).
Apesar da conquista do maior índice da série histórica, o relatório do PNUD ressalta a persistência de desigualdades raciais, de gênero e regionais significativas. Quando ajustado para levar em conta a desigualdade, o IDH do Brasil cai para 0,641, o que representa uma redução de 20,4%. Este ajuste posiciona o país na categoria de “médio desenvolvimento humano”, evidenciando que uma parcela considerável da população vive em condições inferiores à média nacional.
A análise revela que o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) da população branca é de 0,851, classificado como muito alto, enquanto o da população negra é de 0,774, considerado alto. A boa notícia é que a diferença de desenvolvimento entre essas duas populações diminuiu ao longo da última década, passando de 14% em 2012 para 9% em 2024.
Em relação à análise de gênero, a disparidade mais acentuada foi observada na dimensão de renda do trabalho, com o índice ajustado para homens alcançando 0,802. Atualmente, todos os estados e o Distrito Federal estão classificados, no mínimo, como de “alto desenvolvimento humano”, superando as quedas nos índices geradas pela pandemia.
O Distrito Federal lidera o ranking nacional com um IDHM de 0,866, seguido pelo estado de São Paulo, que obteve 0,838. Em contrapartida, os estados do Maranhão e Alagoas apresentam os menores índices, com 0,745 e 0,746, respectivamente.