Aprovados em concursos de segurança pública protestam na Alems por nomeações

Concurseiros da Polícia Civil e do Sistema Socioeducativo de MS reivindicam nomeações imediatas e criticam a insuficiência de vagas. Deputados debatem a situação e responsabilizam [...]

Os aprovados nos concursos da Polícia Civil e do Sistema Socioeducativo de Mato Grosso do Sul realizaram uma manifestação Na Assembleia Legislativa de MS (Alems) nesta terça-feira (4), marcando o retorno das atividades legislativas. O grupo, representando as comissões dos certames, exigiu do Governo do Estado a nomeação imediata dos candidatos que já completaram o curso de formação, além de um cronograma oficial para convocar uma segunda turma.

As comissões argumentam que o número de vagas oferecidas nos editais é insuficiente para suprir o déficit real de servidores na segurança pública do estado. Os manifestantes, que exibiam faixas pedindo ação do governo, afirmam que a convocação do número inicialmente previsto não resolve o problema da falta de efetivos nas instituições.

Carlos Henrique Prax Coelho, representante dos aprovados para a Polícia Civil, apresentou dados que evidenciam um cenário preocupante de vacância. Ele destacou que, mesmo com a entrada da primeira turma, restarão cerca de 150 cargos vagos para escrivães, além de aproximadamente 500 cargos de investigador que continuarão sem preenchimento, uma vez que existem 430 candidatos aptos para o curso de formação.

No Sistema Socioeducativo, a situação é ainda mais crítica. Keila Quedma da Silva de Oliveira, representante da comissão de aprovados para agentes e analistas, explicou que o edital previa apenas 50 vagas, enquanto a necessidade real é de 500 cargos, dos quais 268 estão vagos atualmente. Mesmo com a convocação de todos os formados da primeira turma, ainda assim não seria possível atender à demanda do estado. A comissão pede a convocação de uma segunda turma, composta por 447 candidatos que já completaram todas as fases do processo seletivo, faltando apenas o curso de formação.

A deputada Mara Caseiro (PL) expressou sua preocupação com a falta de nomeações até o momento e reforçou a expectativa de que o governo reveja sua posição sobre o assunto. “A gente fica triste pela colocação do nosso governador, mas esperamos que ainda possamos ter uma boa notícia”, afirmou.

Em contraponto, o deputado Zeca do PT dirigiu-se aos manifestantes, afirmando que a Alems não é o local adequado para as manifestações. Ele ressaltou que o verdadeiro problema reside na governadoria e que a falta de recursos financeiros impede que as nomeações sejam realizadas. O parlamentar sugeriu que os concurseiros deveriam se mobilizar em frente ao governo para pressionar por suas nomeações.

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