O Senado brasileiro aprovou uma medida provisória que destina R$ 15 bilhões a mais para o financiamento do Plano Brasil Soberano. Essa iniciativa foi criada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano anterior, com o objetivo de apoiar exportadores que enfrentam dificuldades devido à guerra no Irã.
Inicialmente, o programa tinha como foco atender apenas as indústrias impactadas pela sobretaxa de 50% aplicada a produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, a proposta foi ampliada pelo governo, que incluiu empresas com receitas vinculadas a vendas para países situados no Golfo Pérsico, Como Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Irã, Kuwait e Omã, além de seus fornecedores.
Com os recursos disponibilizados, as empresas poderão utilizar os empréstimos para cobrir despesas operacionais, realizar a compra de bens necessários para suas atividades produtivas, expandir a produção e investir em inovações tecnológicas ou na adaptação de seus processos.
Os recursos para essa medida virão do FGE (Fundo de Garantia à Exportação), do superávit financeiro apurado em dezembro de 2025 por unidades do Ministério da Fazenda, além de outras fontes orçamentárias. Essa ação representa um esforço do governo para mitigar os efeitos adversos das tarifas impostas e garantir a competitividade das exportações brasileiras no cenário internacional.