A Câmara de Campo Grande deve discutir o segundo relatório do Consórcio Guaicurus após o recesso parlamentar, programado para terminar no dia 3 de agosto. Embora exista uma comissão de recesso em funcionamento, a expectativa é que os vereadores se debrucem sobre o documento somente na retomada das atividades legislativas.
Recentemente, a prefeita Adriane Lopes (PP) apresentou o primeiro balanço, um mês após a intervenção no consórcio. Durante coletiva de imprensa na quinta-feira (16), ela destacou a descoberta de "um histórico de má gestão que fragilizou a prestação do serviço público", citando como exemplo o sucateamento da frota de veículos. A intervenção, que já está em curso, seguirá até dezembro deste ano.
A prefeita expressou otimismo com a possibilidade de "melhorias concretas" e reafirmou que a gestão está disposta a considerar propostas da concessionária, desde que estas sejam efetivas para resolver os problemas relacionados ao sucateamento e à deficiência no atendimento à população.
Em um movimento significativo, no encerramento da quarta-feira (15), foi publicado um decreto no Diário Oficial que estabelece um processo disciplinar contra os proprietários do Consórcio Guaicurus. Essa ação pode culminar na extinção do contrato com a concessionária, dependendo das conclusões do relatório da comissão, que irá fornecer as evidências necessárias para qualquer decisão administrativa relacionada à continuidade ou término da concessão.
Entre os principais pontos que estão sendo investigados estão a situação crítica da frota e a origem da dívida que chega a R$ 20 milhões, conforme indicou o primeiro relatório da equipe interventora. A prefeita, ao falar sobre a situação, demonstrou confiança no trabalho da equipe de interventores, liderada pelo advogado Aléxandro de Oliveira, destacando que medidas serão tomadas em benefício da população de Campo Grande.