Um homem de 47 anos foi detido por posse irregular de arma de fogo em Dourados, no contexto da Operação Gutenberg, realizada na manhã de terça-feira (7). Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, as equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) encontraram uma espingarda e munições na residência do suspeito, que foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da cidade.
A operação também focou em outros alvos, incluindo um servidor da prefeitura de Porto Murtinho, que foi preso em circunstâncias semelhantes, mas acabou liberado após pagamento de fiança. Ao todo, o Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, como Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de São Paulo e Abadiânia.
Entre os alvos da operação, confirmados até o momento, estão nomes como Rossana Paroschi Jafar, empresária, e seu filho Felipe Paroschi Jafar, que ocupa um cargo na Agesul. Outros envolvidos incluem Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul, e Paulo Rogério de Melo, empresário, entre outros.
A Operação Gutenberg foi desencadeada para desmantelar um esquema que transformou a Central Estadual de Regulação em um verdadeiro 'balcão de negócios'. As investigações apontaram que o grupo utilizava a liberação de exames e internações como moeda de troca para pressionar gestores a adquirirem livros, resultando em desvios que ultrapassam R$ 27 milhões em recursos públicos.
Além de fraudes em licitações, a operação também investiga corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados ao Crime Organizado. A situação levou ao afastamento de servidores envolvidos e a possíveis exonerações, como no caso de Júnior Vasconcelos, que foi prefeito de Fátima do Sul entre 2013 e 2016 e agora atua como assessor parlamentar.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, onde Vasconcelos está cedido, se manifestou através de nota, afirmando que ele não ocupa a função de chefe de gabinete e que as investigações devem seguir com respeito às instituições e ao devido processo legal.