Transferência de Jéssyca Burgatt marca desdobramentos em operação contra desvios de recursos

Jéssyca Duarte Burgatt, presa em operação que investiga desvios de R$ 27 milhões, foi transferida para a 2ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande. [...]

Jéssyca Duarte Burgatt, envolvida em uma operação que apura desvios de R$ 27 milhões, foi transferida da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol para a 2ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande. A mudança ocorreu após sua prisão, que foi parte de uma ação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os advogados da empresária, Fábia Nakazato e Percel Jorge, acompanharam a transferência e se dirigiram à Cepol, onde tentaram acesso ao processo. Percel destacou a importância de obter essas informações para formular a defesa adequada: “Não tivemos acesso ao processo; a doutora Fábia acompanhou todo o procedimento. Então, estamos no aguardo para ter o acesso, para daí termos condições de apresentar a defesa”.

Jéssyca é filha de Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação do estado, que também foi preso durante a operação. Ele é concursado como auditor de serviços de saúde e deverá ser afastado de suas funções no Governo de Mato Grosso do Sul durante as investigações. Jéssyca, por sua vez, é empresária e proprietária de um plano de saúde na capital.

A operação resultou na detenção de 16 pessoas, sendo que os alvos confirmados até o momento incluem Rossana Paroschi Jafar, Olívia Jafar, Felipe Paroschi Jafar, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, entre outros. O esquema investigado envolve o desvio significativo de recursos públicos, totalizando R$ 27 milhões.

Um dos alvos da operação, Marcio de Souza, foi preso em Porto Murtinho após a polícia encontrar uma arma em sua residência. Ele atuava como Gerente Administrativo de Transportes na Secretaria de Educação de Porto Murtinho. Além disso, a casa de José Roberto Cardoso, ex-chefe de gabinete do ex-prefeito André Nezzi, também foi alvo de buscas.

Júnior Vasconcelos, que foi prefeito de Fátima do Sul entre 2013 e 2016, atualmente reside em Campo Grande, onde exerce a função de assessor parlamentar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Ele foi mencionado na operação, mas o deputado Jamilson Name, do qual ele é assessor, ressaltou em nota que não há relação entre ele e a Operação Gutenberg, enfatizando a importância de respeitar as instituições e o devido processo legal.

Leia mais

Rolar para cima