Cortejo em homenagem a policial militar morto durante confronto movimenta Corumbá

O cortêjo fúnebre do soldado Marcelo Pimenta, de 32 anos, que foi morto em um confronto, atraiu uma grande presença de viaturas e homenagens em [...]

Nesta quinta-feira (2), Corumbá, no oeste do Estado, foi palco de um emocionante cortejo fúnebre em homenagem ao soldado da Polícia Militar, Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, que perdeu a vida após ser atingido por um tiro de fuzil durante um confronto. O evento contou com a participação de diversas viaturas e equipes de segurança pública, refletindo a tristeza e o respeito da comunidade e das forças de segurança pela perda do militar.

O velório de Marcelo teve início na tarde de quarta-feira (1), na Capela Cristo Rei, onde familiares e amigos se reuniram para prestar suas últimas homenagens. Na manhã do dia seguinte, a procissão foi marcada por um caminhão do Corpo de Bombeiros no comando, conduzindo o cortejo por ruas de Corumbá, que se estendeu por quilômetros, com a presença massiva de viaturas da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS).

O comandante da Polícia Militar, Renato Arthur, fez questão de ressaltar que Marcelo cumpria seu dever na segurança pública no momento de sua morte e destacou a importância de honrar sua memória. "Ele sempre sonhou em vestir a farda da Polícia Militar", afirmou o comandante, evidenciando o comprometimento do policial com sua profissão.

Marcelo deixa um legado não apenas na corporação, mas também em sua família. A mãe, Rosemeire Gonçalves Pimenta da Silva, e o pai, Gerson Braga da Silva, além de sua filha de apenas 7 anos, estiveram presentes, com a criança próxima ao caixão durante a cerimônia, simbolizando a dor da perda e o impacto que esse ato de violência teve em sua vida.

O soldado foi morto em um confronto no bairro de Ladário, onde três homens armados, em um Fiat Argo, dispararam contra um casal. As vítimas conseguiram se refugiar em um veículo blindado, e a Polícia Militar foi acionada para intervir. Durante a abordagem aos suspeitos na Rua Tótico de Medeiro, Marcelo foi alvejado. Câmeras de segurança capturaram o momento em que o militar foi atingido, enquanto ele pilotava uma motocicleta e caiu ao chão.

Após ser socorrido imediatamente pelos colegas, Marcelo foi levado à Santa Casa, mas não sobreviveu aos ferimentos. Sua morte gerou um aumento no policiamento na região de fronteira e resultou em uma operação policial que prendeu um suspeito e culminou na morte de outro envolvido, que teria apresentado resistência. A esposa do suspeito morto também foi detida, sendo apontada como responsável pelo armamento utilizado na ação criminosa.

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