A mobilização de mais de 100 policiais na área de fronteira em Corumbá, localizada a 429 km de Campo Grande, é uma resposta à morte do soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), Marcelo Pimenta, de 32 anos. O policial foi fatalmente atingido por um tiro de fuzil na noite de terça-feira (30) enquanto tentava abordar um veículo suspeito. Pimenta fazia parte do Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico do 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM).
Nascido em 8 de março de 1994, Pimenta se formou na 38ª turma do Curso de Formação de Soldados da PMMS e havia ingressado na corporação há apenas dez meses, em agosto de 2025. Após a tragédia, uma operação foi imediatamente iniciada pela Força Tática do 6º BPM, com o apoio de várias unidades, incluindo o Batalhão de Choque, o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), o Tático Ostensivo Rodoviário (BPMRv), o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), bem como a colaboração da polícia boliviana.
Durante uma coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (1º), o comandante do 6º BPM, tenente-coronel Samuel, destacou a disposição dos policiais, que se mobilizaram até mesmo em seus dias de folga para estabelecer barreiras na região, dificultando a fuga dos criminosos. Inicialmente, cerca de 70 policiais estavam ativos na operação, número que cresceu para mais de 100 ao longo do dia. "Os militares do 6º BPM, que, mesmo estando de folga, no primeiro momento em que todos ficaram cientes do ocorrido, se propuseram a fazer as barreiras e isso dificultou o avanço desses meliantes dentro do outro país [Bolívia]", afirmou o comandante.
O comandante-geral da PMMS, coronel Renato dos Anjos Garnes, também comentou sobre a situação, revelando que o confronto estava relacionado ao tráfico de drogas na fronteira de Corumbá. Faccionados do Primeiro Comando da Capital (PCC) estariam envolvidos nas atividades ilícitas. Em resposta a essa violência, a PM está intensificando o policiamento em Corumbá e em Ladário, garantindo uma presença constante na região.
"A Polícia Militar está em constante formação, sempre estudando. O que acontece é que os criminosos resolveram reagir às ações dos militares e aí acontecem esses confrontos. Se eles quiserem confrontar, a PMMS está preparada para reagir", declarou o coronel Renato dos Anjos Garnes, reafirmando o comprometimento da corporação em enfrentar o Crime Organizado.
O incidente ressalta os desafios enfrentados pelas forças de segurança na região de fronteira e a necessidade de um policiamento eficaz para combater o tráfico de drogas e outras atividades ilícitas que ameaçam a segurança pública.