Governo de Mato GROSSO promove repressão a quilombos em 1859

Em 1859, o governo da província de Mato GROSSO toma medidas drásticas contra a formação de quilombos. A lei publicada pelo presidente Raimundo de Lamare [...]

A mobilização do governo da província de Mato GROSSO em 1859 teve origem na crescente fuga de escravos e na descoberta de vários quilombos na região. Diante desse cenário, tanto o governo quanto fazendeiros se uniram para reprimir os movimentos que se formavam, resultando em ações legislativas que visavam desmantelar essas aglomerações clandestinas. A resposta do governo se concretizou na publicação de uma lei pelo presidente da província, Raimundo de Lamare, no dia 1º de julho do mesmo ano.

A legislação autorizou o presidente a despender recursos para a formação de “bandeiras”, grupos armados destinados a capturar escravos fugitivos e destruir os quilombos. O artigo 1° da lei estabelece que, sempre que houvesse informações precisas sobre a presença de quilombos, o governo poderia usar a quantia necessária para as expedições. Além disso, a lei criava uma taxa de Rs 100$000 por cada escravo capturado, que deveria ser paga pelos proprietários de escravos, reforçando a responsabilidade dos senhores sobre seus bens.

Essas medidas não apenas refletem a repressão aos quilombos, mas também evidenciam a dinâmica social e econômica da época, onde a propriedade de escravos era um pilar central da economia local. O contexto da época, marcado pela luta pela liberdade e resistência dos negros, contrasta com a severidade das ações do governo provincial. A legislação foi um dos muitos instrumentos de controle social que buscavam manter a ordem estabelecida em uma sociedade profundamente desigual.

A HISTÓRIA da criação do Estado de Mato GROSSO do Sul remonta ao século XIX, quando a elite política do Sul do Estado começou a se fragmentar. Esse processo culminou em eventos significativos, como a “Revolução da Paz” e a guerra civil paulista de 1932, que marcaram a trajetória do estado até a sua DIVISÃO em 1977. A obra do jornalista Sergio Cruz, intitulada "HISTÓRIA da FUNDAÇÃO de Mato GROSSO do Sul", aborda esses eventos em uma edição especial que celebra o Jubileu de Ouro da lei complementar 31/77.

O livro, com 314 páginas, não apenas narra a evolução política e social da região, mas também busca preservar a memória histórica dos 110 anos de formação do estado. O registro dessa HISTÓRIA é fundamental para entender as raízes das desigualdades que ainda persistem na sociedade contemporânea, bem como as lutas por reconhecimento e direitos dos descendentes dos quilombolas.

Assim, a repressão aos quilombos em 1859 não pode ser vista apenas como um ato isolado, mas sim como parte de um contexto mais amplo que moldou a HISTÓRIA de Mato GROSSO e sua relação com a escravidão e a resistência dos negros.

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