O tráfego no Estreito de Ormuz iniciou sua retomada, com diversos petroleiros associados ao Irã voltando a aparecer no Sistema de Identificação Automática (AIS) e navegando pelo Golfo de Omã. Essa movimentação se dá após a assinatura de um memorando de entendimento entre os EUA e o Irã, sinalizando uma possível flexibilização nas operações na região.
No dia 16, pelo menos quatro petroleiros que transportam petróleo bruto foram identificados no AIS, após carregarem suas cargas na Ilha de Kharg no início deste ano. Entre esses navios, destacam-se as embarcações VLCC Hero II e Diona, cada uma delas carregando cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto, que navegaram em direção ao sudeste e aparentemente cruzaram a fronteira de bloqueio entre o Golfo de Omã e o Mar Arábico, mas sem um destino final declarado.
Além dessas embarcações, o navio Suezmax Sonia I também seguiu uma rota semelhante de saída. O VLCC Amber, por sua vez, reativou seu AIS próximo à foz leste do Estreito de Ormuz, embora os dados sobre seu movimento sejam limitados. Essa reativação quase simultânea dos navios sugere que as decisões tomadas pelos operadores podem ter sido coordenadas, em vez de serem movimentos comerciais isolados.
A Marine Traffic observou que o contexto legal em torno dessas movimentações permanece incerto. Ao mesmo tempo, o Tanker Trackers destacou que essas são as primeiras exportações de petróleo bruto do Irã após um intervalo de dois meses, o que pode indicar um novo impulso nas atividades de exportação da nação.
A situação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, é monitorada de perto, pois qualquer alteração nas operações pode ter repercussões significativas no mercado global de petróleo e nas relações internacionais.