Cuiabá vive momentos de caos com a explosão da Rusga em 1834

Em 30 de maio de 1834, Cuiabá se torna palco de uma violenta rebelião nativista contra os portugueses, culminando em saques e assassinatos. A anarquia [...]
Imagem alusiva à Rusga de Cuiabá — Foto: Imagem alusiva à Rusga de Cuiabá

No Campo do Ourique, no dia 30 de maio, os líderes dessa associação, disfarçados de guardas nacionais, se reuniram com Sebastião Rodrigues da Costa, que estava no quartel da cidade. Eles mantiveram a patrulha, que deveria patrulhar a cidade por ordem do juiz de paz, retida até as 10 horas da noite. Ao perceberem que seus planos estavam prestes a ser executados, tocaram o alarme, iniciando saques e execuções que aterrorizavam a população. O pânico tomou conta dos cidadãos, que buscavam refúgio em meio ao horror de uma noite marcada pela violência.

O vice-presidente João Poupino Caldas, impotente diante da situação, observou com amargura as atrocidades cometidas por essa horda. Ele havia sido forçado a fugir para Camapuã e Corredor, no sertão entre esses pontos e Santana do Paranaíba, após ter dirigido, em 1834, a célebre matança dos portugueses em Miranda. Caldas permaneceu escondido por 30 anos, temendo pela própria vida e pelas consequências da rebelião.

Esse episódio HISTÓRICO reflete não apenas a luta contra a opressão colonial, mas também as divisões sociais e políticas que permeavam a sociedade na época. A Rusga de 1834 em Cuiabá se torna um marco de resistência e violência, enraizada na luta pela autonomia e identidade nacional, que ainda ecoam nos dias atuais.

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