Mojtaba Khamenei convoca nações islâmicas a unirem forças contra EUA e Israel

O Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, fez um chamado à unidade entre os países islâmicos, propondo uma nova ordem na região sem a presença [...]
Líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei. — Foto: Líder supremo iraniano, Mojtab

O Líder Supremo do Irã, Sayyid Mojtaba Khamenei, fez um apelo nesta terça-feira (26) para que as nações islâmicas se unam ao país persa na busca por uma nova ordem na região, livre da presença militar dos Estados Unidos e de Israel. A convocação ocorreu durante o evento anual de peregrinação à Meca, que atrai milhões de muçulmanos e é um momento de grande importância religiosa e política.

Na carta divulgada, Khamenei destacou a importância da Ummah Islâmica, a comunidade global do Islã, enfatizando que as nações da região compartilham capacidades e interesses que podem moldar a futura configuração política da área. Ele expressou sua intenção de promover a amizade e a cooperação entre os governos islâmicos, visando o bem comum e o avanço da Ummah.

O líder iraniano solicitou que os peregrinos de sua nação compartilhem com outros muçulmanos a “vitória” do Irã na suposta guerra de agressão liderada pelos EUA e Israel. Khamenei ressaltou que a presença militar americana na região está em declínio e que os países não aceitarão mais bases militares dos Estados Unidos em seu território.

Em sua declaração, Khamenei também fez referência ao regime de Israel, afirmando que sua existência está em perigo. Ele recordou uma profecia feita por seu pai, Ali Khamenei, que previu que Israel não existiria dentro de 25 anos. O novo Líder Supremo, que assumiu o cargo após a morte de seu pai, expressou que o regime sionista enfrenta um futuro sombrio.

O contexto da Hajj, que é uma obrigação para todos os muçulmanos adultos que possuam condições físicas e financeiras, amplifica a importância do evento e a mensagem de Khamenei. Ele se posiciona como uma figura central na estrutura de poder do Irã, que inclui As Forças Armadas sob sua liderança direta e um sistema governamental que combina elementos religiosos e políticos.

O processo de escolha do Líder Supremo é realizado pela Assembleia dos Especialistas, composta por 88 clérigos, que tem a autoridade de destituir o líder caso necessário. Embora o cargo seja vitalício, a Constituição do Irã permite essa destituição, o que reflete a dinâmica complexa do poder no país.

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