A morte de Gabriela Vieira Alexandre, de 23 anos, encontrada sem vida em sua residência no Parque do Sol, em Campo Grande, na manhã do dia 27 de abril, está sendo investigada pela Avermes (Associação das Vítimas de Erros Médicos). O presidente da associação, Valdemar Moraes, acredita que pode ter ocorrido erro médico no atendimento prestado à jovem.
No dia em que foi encontrada, o Corpo de Bombeiros foi acionado e, apesar das tentativas de reanimação, Gabriela já estava em óbito. O laudo do IMOL (Instituto Médico Odontológico Legal) indicou que a causa da morte foi choque neurogênico decorrente de ruptura de aneurisma cerebral.
Valdemar Moraes informou que a associação já possui o laudo do IML e está apurando se houve negligência médica durante o atendimento na UPA Leblon, onde Gabriela foi atendida no dia 18 de abril. Na ocasião, ela se queixou de fortes dores de cabeça, recebeu medicação intravenosa e foi liberada sem a realização de exames de tomografia.
Além da questão médica, a investigação também considera o consumo de energéticos. Várias latas da bebida foram encontradas na residência da jovem, o que poderá indicar um possível consumo excessivo. Um boletim de ocorrência registrou a presença de um copo térmico com uma bebida semelhante a energético e um bolo parcialmente consumido no local.
A associação está em busca do prontuário médico de Gabriela para fundamentar suas investigações. O caso gera preocupação e demanda por esclarecimentos sobre os procedimentos adotados na UPA, onde a jovem recebeu atendimento antes de sua morte trágica.