Queda nas Mensalidades do Ensino Superior Privado em 2026

Estudo revela que mensalidades dos cursos de graduação em instituições privadas sofreram uma redução média de 4,3% em 2026, com destaque para a educação a [...]

As mensalidades dos cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior no Brasil apresentaram uma diminuição em 2026 em relação ao ano anterior. Um estudo divulgado no Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, realizado no Rio de Janeiro, aponta que, de forma geral, os valores das mensalidades presenciais caíram 4,3%, enquanto os cursos a distância (EAD) registraram uma redução de 1,8%.

Os dados são oriundos da pesquisa Cenário de Precificação da Graduação – Brasil 2026, conduzida pela Hoper Educação em colaboração com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). O levantamento considera os preços efetivamente praticados pelas instituições, levando em conta descontos comerciais e de pontualidade.

A mediana nacional das mensalidades presenciais foi registrada em R$ 835 em 2026. Para os cursos de educação a distância, a mediana ficou em R$ 214. No ano de 2025, esses valores eram de R$ 873 e R$ 218, respectivamente. Esse dado revela que metade das mensalidades praticadas no país é superior a esses valores, enquanto a outra metade é inferior.

O estudo também destaca que as engenharias presenciais tiveram uma das maiores quedas na série histórica, com a mediana passando de R$ 1.743 em 2016 para R$ 967 em 2026. Essa tendência sugere que cursos que tradicionalmente estão ligados a uma formação técnica e de maior retorno econômico também enfrentaram desafios devido à redução da demanda e ao aumento da concorrência.

O curso de Medicina se mantém como o mais caro da graduação privada brasileira, com uma mediana de R$ 11,4 mil em 2026. A pesquisa indica que a queda nas mensalidades reflete uma crescente pressão competitiva sobre as instituições de ensino superior, além de evidenciar a mudança no perfil dos estudantes, que se mostram mais exigentes em relação à qualidade e preço dos cursos oferecidos.

Recentemente, o Ministério da Educação revisou as diretrizes para a oferta de cursos EAD, visando garantir a qualidade dos serviços educacionais e a aprendizagem dos estudantes. Segundo as novas normas, nenhum curso de bacharelado, licenciatura ou tecnologia pode ser totalmente a distância, o que ainda não foi totalmente refletido nos preços praticados pelas instituições.

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