O recente processo de recontagem de votos das eleições de 2022 resultou em uma significativa alteração na composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). Gerson Claro, Presidente da Casa de Leis, falou sobre a mudança em uma entrevista à imprensa, destacando como o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MS) notificou a Casa sobre a nova distribuição das cadeiras.
Durante a recontagem, a análise dos votos levou à perda de uma cadeira pelo PL, que agora será ocupada pelo PSDB. Claro esclareceu que a vacância deixada por um suplente é automaticamente preenchida. "O TRE deve diplomar o suplente e, em seguida, notificar a Assembleia, que rapidamente dará posse ao novo parlamentar", afirmou o presidente.
O processo de recontagem ocorreu sob a supervisão do desembargador Carlos Eduardo Contar, presidente do TRE, com a presença do procurador regional eleitoral, Silvio Petengil Neto. A confirmação da anulação dos votos dos candidatos do PL, Loester e Raquelle Trutis, ambos condenados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido a irregularidades, foi um dos pontos centrais da recontagem. Como resultado, a vaga foi destinada ao PSDB.
João César Mattogrosso, primeiro suplente do PSDB e atual diretor-executivo do Detran-MS, já confirmou sua disposição em assumir a cadeira na ALEMS. Vale lembrar que ele já havia sido deputado estadual anteriormente, tendo renunciado a um mandato de vereador em fevereiro de 2023 para retornar à Assembleia. Na época, a vaga foi deixada por Pedro Caravina, também do PSDB, que ocupou a Secretaria de Governo, com Caravina retornando posteriormente ao seu mandato.
Gerson Claro, em sua fala, também fez um apontamento sobre a eficiência da Justiça Eleitoral, mencionando que o mandato do deputado Neno Razuk (PL) está prestes a ser encerrado. Ele expressou sua preocupação com a celeridade em processos que questionam registros de candidaturas e que resultam em anulações de votos, enfatizando a necessidade de evitar tais situações no futuro.
Apesar das mudanças, o presidente da ALEMS garantiu que os projetos apresentados por Neno Razuk que já passaram pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) continuarão tramitando normalmente.