Delcy Rodríguez promete aumento de salários em meio a crise econômica na Venezuela

A presidente interina da Venezuela anunciou um planejamento para aumentar salários, que estão comprometidos pela inflação de mais de 600%. [...]
Foto: 1 de 1 Delcy Rodriguez, presidente interina da Venezuela - Foto: Gabinete

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou um aumento salarial considerado "responsável" para enfrentar os efeitos da inflação e da crise econômica que o país enfrenta há anos. Atualmente, o salário mínimo venezuelano é de apenas 0,27 centavos de dólar por hora, equivalente a R$ 1,38, o que torna a situação financeira da população ainda mais crítica.

Os salários mensais podem atingir 150 dólares (R$ 766) quando incluem bônus estatais, mas este valor é insuficiente para cobrir as necessidades básicas de uma família, cujos gastos com alimentação estão estimados em 645 dólares. Em resposta a protestos por melhores condições salariais, Rodríguez anunciou a criação de uma comissão para promover o "diálogo laboral".

O discurso de Delcy Rodríguez ocorreu na véspera de uma marcha organizada por sindicalistas que SE dirigiram à sede do governo em Caracas, buscando respostas para suas demandas. Além de prometer aumentos salariais, a presidente interina também delineou uma série de medidas para revitalizar a economia do país, incluindo a revisão do modelo chavista e a promessa de um diálogo social, reformas fiscais e mudanças na legislação imobiliária.

Embora não tenha especificado ações concretas, Rodríguez enfatizou a necessidade de não repetir os "erros do passado". Durante sua fala, que durou cerca de meia hora, a presidente enfrentou uma interrupção breve causada por uma queda de energia.

Rodríguez também anunciou a formação de uma comissão voltada para a avaliação estratégica dos ativos do país, excluindo a indústria petrolífera, e composta por representantes do Estado, do setor privado e dos trabalhadores. Desde a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, Delcy Rodríguez tem exercido a liderança interina na Venezuela sob a influência do presidente americano Donald Trump, que SE declarou "no comando" do país e da venda de petróleo venezuelano.

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