Antes da intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, o governo do presidente americano Donald Trump buscou uma solução negociada para a saída do líder venezuelano do poder. O empresário brasileiro Joesley Batista, coproprietário da JBS, atuou como interlocutor informal e teria tentado convencer Maduro a renunciar e aceitar exílio na Turquia.
A reportagem afirma que meses antes da ação militar que culminou na prisão de Maduro, o então enviado especial de Trump, Richard Grenell, liderou esforços diplomáticos visando uma transição pacífica. Essas negociações incluíram apoio eventual de países como o Catar e conversas com figuras-chave do governo venezuelano. No entanto, as propostas americanas teriam sido rejeitadas por Maduro.
Com a diplomacia formal sem avanços e crescentes pressões internas na Casa Branca por ações mais duras, pessoas do setor privado passaram a ocupar um papel mais ativo nas tentativas de diálogo. Joesley Batista viajou a Caracas no fim de novembro levando uma proposta que previa a renúncia de Maduro e o possível exílio do ex-ditador venezuelano na Turquia.
As discussões teriam incluído pontos considerados importantes pelos Estados Unidos, entre eles o acesso americano a minerais críticos e ao petróleo venezuelanos, e a exigência de rompimento com Cuba — tradicional aliada de Caracas.
