A Venezuela libertou 99 pessoas presas após os protestos eleitorais do ano passado, informou a autoridade penitenciária do país. Grupos de direitos humanos disseram acreditar que o número é menor, apesar da crescente pressão de Washington sobre o presidente Nicolás Maduro.
Os protestos ocorreram após a eleição presidencial de julho de 2024, quando centenas de pessoas foram às ruas em Caracas e em outras partes do país, exigindo que a oposição fosse declarada vencedora. Pelo menos 2.000 pessoas foram presas em decorrência da violência pós-eleitoral, segundo o governo.
A autoridade eleitoral da Venezuela e o Supremo Tribunal Federal declararam que Maduro venceu as eleições e que os protestos visavam minar sua vitória para um terceiro mandato de seis anos. O Comitê para a Liberdade dos Ativistas Sociais afirmou que o número de libertados não corresponde à realidade.
O Fórum Penal afirmou que só conseguiu confirmar a libertação de 45 pessoas que haviam sido detidas arbitrariamente por motivos políticos. O governo de Maduro afirma não ter presos políticos, mas sim 'políticos presos' que buscam desestabilizar o país.