Praça Abandonada: Obra Parada Transforma Ponto Turístico em Problema Social

A Praça dos Imigrantes, outrora um dos cartões postais mais tradicionais do centro de Campo Grande, enfrenta um período de completo abandono. Com as obras [...]

A Praça dos Imigrantes, outrora um dos cartões postais mais tradicionais do centro de Campo Grande, enfrenta um período de completo abandono. Com as obras de revitalização paralisadas há cerca de dois anos, o local se tornou palco de problemas sociais, transformando-se em um banheiro público a céu aberto e abrigo improvisado para moradores de rua, usuários de drogas e travestis.

A situação na Rua Rui Barbosa, onde a praça está localizada, gera preocupação constante entre comerciantes e pedestres que circulam diariamente pela área. Relatos de violência, forte odor e crescente insegurança são frequentes. A água que ainda jorra da estrutura inacabada atrai diversas pessoas em situação de vulnerabilidade, que a utilizam para higiene pessoal, lavagem de roupas e até para necessidades fisiológicas.

Um comerciante local, que trabalha há anos na região, relata que a presença dessas pessoas é diária. Ele descreve o ambiente como insalubre, com lixo e fezes espalhados por toda a parte. Na terça-feira (22), um homem foi visto tomando banho completamente nu em plena luz do dia. Segundo o comerciante, o indivíduo é usuário de drogas, frequenta o local há meses e já demonstrou comportamentos agressivos, inclusive tentando atacar uma senhora que passava pelo local.

Outras pessoas também utilizam a praça para fins similares. Travestis são vistas tomando banho e usuários de drogas buscam água para consumo e higiene. A preocupação se estende à segurança dos moradores da região, especialmente com a proximidade do retorno das aulas. Comerciantes temem que crianças e idosos sejam expostos à violência ou a situações constrangedoras.

A obra de revitalização, anunciada pela Prefeitura como parte de um projeto maior de requalificação da área central, permanece estagnada. Um comerciante recém-chegado à região afirma nunca ter visto qualquer atividade no local. Questionada sobre o andamento da obra, a crescente insegurança e a falta de ações para mitigar os problemas denunciados, a Prefeitura não se manifestou até o momento.

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