O rapper Oruam acusou policiais de agressão e abuso de poder após uma operação em sua residência. Em comunicado, o artista detalhou o ocorrido, alegando que ele, sua noiva e amigos foram vítimas de violência física e verbal. O cantor denunciou o que considera uma perseguição, afirmando que “a lei tem cor e só vale pra preto”.
Segundo Oruam, o incidente ocorreu na madrugada de ontem, quando diversas viaturas da Polícia Civil invadiram sua casa sem mandado judicial aparente. Ele relatou que os agentes, muitos deles sem farda, revistaram o local de forma agressiva, apontando armas de fogo para ele, sua noiva e amigos. Apesar da busca, nada de ilegal foi encontrado.
O rapper também afirmou que seu produtor foi algemado sem justificativa e que todos foram tratados com preconceito, sendo chamados de “marginais” e sofrendo agressões físicas. Oruam criticou ainda o Secretário Estadual da Polícia Civil, a quem acusou de calúnia e difamação, por associá-lo ao tráfico de drogas sem provas.
O cantor admitiu ter jogado pedras na direção dos policiais, mas justificou a ação como uma reação desesperada para tentar cessar a violência e as ameaças de morte. Ele disse possuir fotos e vídeos que comprovam as agressões, a invasão e as ações arbitrárias dos policiais.
Oruam enfatizou que sua carreira é fruto de muito esforço e dedicação, e que seu dinheiro é obtido através da música. Ele negou qualquer envolvimento com atividades ilícitas e expressou preocupação com os prejuízos emocionais, físicos e materiais que tem sofrido devido à “perseguição”.
A defesa do rapper questiona a legalidade da operação, alegando que mandados de busca e apreensão só podem ser cumpridos durante o dia, entre 5h e 21h.