Foragido da Interpol é preso em chácara de Jaraguari durante Operação Ifrit

Renan Braian Garcia Presotto, de 26 anos, foi localizado em uma chácara em Jaraguari (MS) com documento falso e armas; ele é apontado como integrante [...]

A Polícia Federal prendeu na última quarta-feira (4) Renan Braian Garcia Presotto, de 26 anos, em uma chácara na área rural de Jaraguari, a 47 km de Campo Grande. Ele estava foragido da Justiça e tinha pedido de difusão vermelha perante a Interpol. A prisão ocorreu durante diligências da Operação Ifrit, que investiga uma quadrilha de tráfico de drogas com desvio de cocaína da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar).

No local, os policiais federais apreenderam diversas armas, entre elas uma pistola calibre 9mm, um celular totalmente danificado e um documento falso com a foto de Renan. Ele informou que o aparelho era seu, mas que havia sido quebrado dias antes. Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de prisão que estavam abertos em nome do investigado. Renan deverá passar por audiência de custódia neste sábado (7).

A operação mirou uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções, com participação de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal de outro estado. Entre os 29 alvos, estão o policial civil Andrey Elesbão Silva, Douglas Tobias, o delegado Hoffman D’Ávila Candido e Sousa e integrantes do clã Haidar, como Adel Hassan Haidar e Nasser Haidar, foragidos, e Bassan Hassan Haidar, preso.

As investigações apontam que o grupo atuava na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, com ramificações em outros estados. Drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo redes de distribuição no Brasil e rotas para a Europa, especialmente Espanha e Portugal. A Operação Ifrit cumpriu 76 mandados judiciais, sendo 25 de prisão, em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Três policiais civis foram afastados das funções.

O grupo é investigado por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e delitos violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios. Segundo a investigação, eles usavam armas, estruturas de apoio e carros blindados para exercer controle territorial e intimidar rivais. A análise de dados telemáticos reuniu indícios de que Renan utilizava documento falso, ocultação de identidade, movimentações financeiras em nome de terceiro e possível envolvimento com o tráfico. A operação estima que o esquema tenha lavado cerca de R$ 500 milhões em dois anos.

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