Bombeiro acusado de estupro é solto após 40 dias de prisão em Campo Grande

Militar do Corpo de Bombeiros de 37 anos, preso preventivamente desde setembro, deixou o Presídio Militar Estadual nesta sexta-feira e responderá em liberdade. [...]

O Militar do Corpo de Bombeiros de 37 anos, preso há 40 dias no Presídio Militar Estadual, acusado de estuprar uma atendente de farmácia em Campo Grande, foi solto nesta sexta-feira (06). Ele irá responder em liberdade, conforme a informação divulgada.

Segundo o registro policial, o bombeiro conheceu a vítima em 15 de setembro, quando esteve na farmácia onde ela trabalhava e teria ocorrido uma troca de olhares. Ao sair do estabelecimento, ele deixou seu número de telefone com uma perfumista, pedindo que repassasse à colega. O primeiro encontro foi marcado para o sábado (19) daquela semana. Durante as mensagens, o militar disse que era segurança privado e fazia 'bico' em uma casa noturna próxima ao local de trabalho dela.

A vítima descobriu pelas redes sociais que o suspeito era casado. Ao relatar o fato, ele afirmou que não estava mais comprometido. Mesmo assim, ela tentou desmarcar o encontro, e ele a bloqueou nas redes sociais. Para confirmar a identidade do bombeiro, a mulher foi até o estabelecimento onde ele fazia 'bico' e perguntou aos funcionários se o conheciam, sendo informada de que ele era casado. Ela voltou a dizer que não queria mais se envolver.

No sábado, o militar voltou a mandar mensagens insistentes, dizendo que queria vê-la e que a buscaria na saída do serviço, por volta das 22h. Quando a vítima saiu do trabalho, ele já estava em frente ao estabelecimento, com a mão na cintura, dando a impressão de segurar uma arma, e pediu que ela entrasse no carro. Ela mandou mensagem a um amigo dizendo que estava a caminho, temendo que algo acontecesse. No veículo, ele pediu que ela colocasse o cinto, travou as portas e seguiu. Próximo ao endereço indicado, desviou a rota e parou em uma rua escura, onde iniciou os abusos após abaixar o banco e colocar a arma embaixo do assento da vítima. O amigo dela passou a ligar, mas o militar pegou o celular, colocou no para-brisa e continuou os atos. Após os abusos, entregou o aparelho e pediu que ela descesse.

A vítima procurou a Delegacia Especializada para denunciar os fatos no domingo (20). A 3ª Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher decretou a prisão preventiva na sexta-feira (25), cumprida no domingo, após o cabo do Corpo de Bombeiros apresentar resistência. Ele passou por audiência de custódia no Fórum Heitor Medeiros em 29 de setembro e permaneceu preso até esta sexta-feira. Na época, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul informou que estava ciente do caso e que a situação estava sendo apurada, observados os procedimentos legais e regulamentares aplicáveis, destacando que o militar estava preso preventivamente e que a instituição não compactua com qualquer forma de violência.

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