Imagens de uma câmera de segurança mostram Isabel Cristina Freitas de Souza, de 38 anos, acompanhada de um homem em uma conveniência no último dia 25, Em Campo Grande. Ela foi encontrada morta dentro de um saco de lixo em um córrego na região de Terenos, cerca de 10 dias depois de ter sido vista pela última vez saindo de um pagode na Avenida Capibaribe, também na capital, ao lado do mesmo homem. O suspeito ainda não foi localizado.
As gravações, feitas às 0h12, aparentam que o casal discutia enquanto estava sentado em uma cadeira da conveniência, perto da porta. Cerca de uma hora depois, às 1h17, as imagens mostram os dois de mãos dadas e o homem beijando a mão de Isabel. Segundo a família, o laudo pericial apontou asfixia e lesões pelo corpo. "O laudo deu asfixia e lesões no corpo, além de trauma no crânio e na face. Possivelmente, ele asfixiou. Ela tentou se esquivar de alguma coisa e [houve] a pancada na cabeça e na face", afirmou o irmão dela, Anibal de Souza Júnior.
A irmã de Isabel contou que soube do encontro do corpo pela imprensa e, pouco depois, recebeu ligação da polícia com a confirmação. De acordo com ela, o sapato da vítima foi achado no dia anterior por uma testemunha às margens do córrego e entregue à equipe da Deam, o que levou os policiais ao local. "Por volta das 18h40, a delegada me ligou e informou que ela foi encontrada com as características que eu tinha descrito. E o sapato dela também foi encontrado no dia anterior; foi graças a isso que chegaram ao corpo dela", disse a familiar.
O homem visto com Isabel pela última vez é mototaxista. Ele esteve com a vítima no pagode da Avenida Capibaribe e depois os dois foram vistos na conveniência, de onde saíram em uma motocicleta Yamaha Factor branca. "Ele não foi só naquele pagode, ele esteve em uma conveniência lá no Portal Caiobá, onde a Isabel subiu na moto com ele e saíram. Depois, a gente não viu mais ela. Na verdade, eu tive contato com ela uns 20 minutos depois que ela saiu dessa conveniência e ela não apareceu mais depois disso", explicou a irmã. O caso é investigado pela Polícia Civil, e a família tem divulgado cartaz nas ruas e a foto do suspeito nas redes sociais.
O último feminicídio registrado Em Campo Grande havia sido em 16 de setembro, quando Vera Lucia Rossate da Cunha foi assassinada dentro de seu comércio de aviamentos e cosméticos, no bairro Zé Pereira. O autor apontado é o irmão dela, Judicrei Rossate da Cunha, que tirou a própria vida após o crime. No âmbito estadual, o último caso havia sido em 23 de outubro, em Três Lagoas, a 323 quilômetros da capital, quando Thais de Souza Moraes, de 25 anos, foi morta com oito tiros na Vila Alegre. Um homem de 41 anos, suspeito do crime, foi preso pela PMMS no dia seguinte, e o caso segue em investigação.