No dia 9 de setembro de 1935, Vespasiano Barbosa Martins, médico de Campo Grande, foi eleito senador em uma votação indireta na Assembleia Constituinte de Mato Grosso. Essa eleição ocorreu logo após a promulgação da Constituição Federal, que determinava que os primeiros senadores da República seriam escolhidos pelos deputados estaduais constituintes. Sob a presidência de Estevão Alves Correa, a sessão foi marcada por um processo de votação secreta, no qual estavam presentes 24 deputados.
A Assembleia Constituinte declarou aberta a sessão, convocada para a eleição dos representantes de Mato Grosso no Senado. Após um breve intervalo para que os deputados preparassem suas cédulas, a votação foi iniciada. O presidente da sessão, então, convidou Benjamim Duarte Monteiro e Rosário Congro para atuarem como escrutinadores. Durante a apuração, foram encontradas 24 sobrecartas, que estavam devidamente autenticadas.
Os votos foram apurados e o resultado final revelou que João Vilasboas foi eleito com 15 votos, enquanto Vespasiano Barbosa Martins obteve 13 votos. Também participaram da disputa Aral Moreira, com 3 votos, e Leônidas Antero de Matos, que recebeu 1 voto. Assim, João Vilasboas assumiu um mandato de 8 anos, enquanto Vespasiano ficou encarregado de um mandato de 4 anos.
Entretanto, os mandatos dos senadores foram interrompidos em 1937, com a decretação do Estado Novo pelo presidente Getúlio Vargas. Vespasiano se destacou como o primeiro senador do Sul de Mato Grosso e, após a queda da ditadura de Vargas, foi novamente eleito para o Senado em 1946, desta vez por meio de eleições diretas.
A trajetória de Vespasiano Barbosa Martins na política reflete um período importante na HISTÓRIA do Estado de Mato Grosso e do Brasil, marcado por transformações significativas no cenário político nacional. Sua atuação e legado permanecem relevantes para a compreensão do desenvolvimento político da região e do país.