Estudantes da UFMS pedem expulsão de colega preso por pornografia infantil

Após a prisão de um universitário da UFMS, alunos iniciam abaixo-assinado pedindo sua expulsão por armazenar material de abuso sexual. O documento já possui mais [...]

Na última sexta-feira (28), a Operação Infância Segura resultou na prisão em flagrante de um estudante da Faculdade de Computação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), acusado de armazenar material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. No dia seguinte, 29 de agosto, o suspeito foi libertado provisoriamente, utilizando tornozeleira eletrônica, o que gerou indignação entre colegas que exigem sua expulsão da instituição.

Um abaixo-assinado foi criado pelo Movimento Estudantil Correnteza e pelo Movimento de Mulheres Olga Benário, contando com 1.682 assinaturas e 1.690 compartilhamentos até o momento. Os alunos argumentam no documento que o crime cometido tem “nítido caráter de prática recorrente e premeditada”. A defesa do estudante é contestada, destacando que o material estava meticulosamente organizado e oculto, evidenciando a intenção de esconder as evidências.

O abaixo-assinado fundamenta a solicitação de expulsão na Resolução n° 497-COUN/UFMS, que estabelece as normas de conduta estudantil. Segundo essa resolução, atos que configuram infrações disciplinares graves, como crimes com pena de reclusão, podem levar à abertura de um Processo Administrativo Disciplinar do Estudante (PADE) e à expulsão por violar as normas da comunidade acadêmica.

Os estudantes exigem da administração da UFMS a instauração imediata do processo administrativo e a aplicação da pena máxima de desligamento sumário, argumentando que a integridade de toda a comunidade acadêmica e da sociedade depende de ações decisivas contra práticas ilegais como essa.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) informou que a prisão em flagrante foi possível devido à natureza permanente do crime, uma vez que o material permanecia armazenado. A investigação teve início por meio de uma ronda virtual realizada pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC), que detectou a presença do material ilícito na internet.

Atualmente, as evidências digitais apreendidas estão sendo analisadas para determinar a extensão das ações do suspeito e verificar o possível envolvimento de outras pessoas. A operação contou com o apoio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

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