Um crime ocorreu na noite de sexta-feira (28) no Parque Ecológico, em Maracaju, a 160 km de Campo Grande, onde Miguel Ferreira Rodrigues, conhecido como "Menor", foi assassinado a tiros. A vítima, de 20 anos, havia sido presa na noite anterior, quinta-feira (27), por tráfico de drogas, mas obteve liberdade provisória durante uma audiência de custódia realizada horas antes de sua morte.
Miguel estava no parque acompanhando familiares quando três homens chegaram em um veículo, invadindo o local. Um dos suspeitos sacou uma arma e disparou repetidamente contra ele. Apesar de tentar fugir, foi atingido por outro atirador, sendo baleado na região do tórax. Ao cair em um córrego que corta o parque, um dos agressores se aproximou e disparou novamente, garantindo a morte de Miguel.
Após o crime, testemunhas relataram que os suspeitos fugiram, gritando uma frase que faz referência a facções criminosas, uma possível alusão ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A abordagem violenta e a maneira como o crime foi executado levantam suspeitas sobre uma disputa entre grupos criminosos na região, embora essa informação ainda não tenha sido confirmada oficialmente.
Miguel Ferreira Rodrigues foi preso em uma operação da Força Tática do 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM) na Vila Adrien, onde foi flagrado com drogas. Após a decisão judicial de relaxamento da prisão, ele foi liberado e acabou sendo assassinado poucas horas depois, em um episódio que destaca a violência crescente no município.
A situação expõe não apenas a realidade da criminalidade em Maracaju, mas também levanta questões sobre a segurança pública e o efetivo funcionamento do sistema judiciário, que, mesmo ao conceder liberdade, não conseguiu proteger o jovem de uma morte trágica e violenta.