Imagens capturadas por câmeras de segurança registraram o momento em que o autor do feminicídio de Joseane Oliveira Nunes, de 33 anos, foge de bicicleta pelas ruas do bairro Cristo Redentor, Em Campo Grande. O crime, que ocorreu na noite de quarta-feira (19), envolveu o uso de uma foice, com a vítima sendo atingida em regiões vitais como o pescoço e a nuca.
De acordo com as informações disponíveis, o crime aconteceu por volta das 18h, após uma discussão entre o casal. Joseane e o autor, um homem de 19 anos, moravam juntos há dois meses e estavam em um relacionamento que durava aproximadamente quatro anos. Testemunhas relatam que Joseane já havia sido agredida anteriormente pelo namorado, o que levanta preocupações sobre um histórico de violência na relação.
Apesar da rápida ação do socorro, Joseane não sobreviveu aos ferimentos e morreu no local. Inicialmente, houve a informação de que o autor teria utilizado um martelo, mas a polícia confirmou que a arma do crime foi uma foice. Após o crime, o suspeito fugiu em uma bicicleta, e a Polícia Militar está realizando diligências para localizá-lo.
Joseane deixa três filhas, com idades de 17, 15 e 11 anos. A relevância do caso é acentuada pelo fato de se tratar do vigésimo segundo feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026. Esse número alarmante ressalta a gravidade da violência contra a mulher na região, que continua a ser um tema crítico nas discussões sociais e jurídicas.
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira, situada na Rua Brasília, oferece assistência 24 horas para mulheres em situação de violência. O local conta com diversos serviços, como atendimento psicológico, social e jurídico, além de abrigo para vítimas e seus filhos. A Central de Atendimento à Mulher – 180 também está disponível, proporcionando acolhimento e orientação, embora não seja um canal para emergências.
As autoridades locais estão intensificando esforços para combater a violência de gênero e garantir a proteção das mulheres, numa tentativa de evitar que tragédias como a de Joseane se repitam. Além da Deam, a Casa da Mulher Brasileira também abriga a Defensoria Pública, o Ministério Público e a Vara Judicial de Medidas Protetivas, oferecendo um suporte abrangente para as vítimas e suas famílias.