Equipes de Perícia em Campo Grande atuam na identificação de vítimas de acidente em MS

Sete indígenas morreram em um acidente na MS-386, e Peritos da Capital se deslocaram a Nova Andradina para realizar exames de liberação dos corpos. A [...]

Na última sexta-feira (14), um grave acidente na rodovia MS-386, próximo a Iguatemi, resultou na morte de sete indígenas que participavam de um intercâmbio cultural em Mato Grosso do Sul. As vítimas eram integrantes da comitiva do Tekoa Kalipety, de São Paulo, que estava em atividades na região para visitar familiares. O trágico incidente envolveu um Chevrolet Spin e uma carreta carregada de milho, causando a morte imediata dos ocupantes do veículo menor.

Após o acidente, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul iniciou um processo de identificação das vítimas. Uma equipe de peritos papiloscopistas, especializada em necropapiloscopia, foi enviada de Campo Grande para Nova Andradina nesta quarta-feira (19). Os peritos realizarão exames necessários para confirmar as identidades através das impressões digitais, uma técnica que pode variar conforme as condições dos corpos encontrados.

Além das análises de necropapiloscopia, a Polícia Civil informou que as amostras para exames de DNA já estão sendo processadas em Campo Grande. Para complementar o trabalho, amostras de referência dos familiares foram coletadas em São Paulo, com a colaboração da Polícia Científica daquele estado. A liberação dos corpos aos familiares ocorrerá somente após a confirmação das identidades por parte dos profissionais da perícia.

Os indígenas falecidos foram identificados como Tiago Honório dos Santos, Laudiceia Benites, Luna Benites dos Santos, Tadeu Hiago Were Mirin Benites dos Santos, Cleunise Honório dos Santos, Genilson Eusébio e Leo Benites. O acidente ocorreu minutos após a comitiva deixar a Aldeia Porto Lindo, onde havia realizado uma de suas visitas. O grupo já havia passado por diversas aldeias, incluindo Cerrito, Laranjeira Nhanderu e outras comunidades na região.

A tragédia gerou uma onda de comoção e solidariedade entre as comunidades indígenas da área. A Polícia Científica expressou sua solidariedade às famílias das vítimas e às comunidades afetadas. O trabalho de identificação é tratado como uma prioridade, visando oferecer a dignidade e respeito que as vítimas merecem em seus últimos momentos antes do sepultamento.

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