Tensão no Noroeste de Campo Grande após assassinato de adolescente

Após a morte de um adolescente de 14 anos, Moradores do Noroeste de Campo Grande relatam medo e ameaças de vingança, com um possível aumento [...]

Moradores do Noroeste, localizado na região norte de Campo Grande, expressam preocupação e medo em relação a possíveis represálias após o assassinato de um adolescente de 14 anos. O crime ocorreu na noite do último sábado (15), quando a vítima foi abordada por dois suspeitos em uma moto vermelha, que dispararam cerca de dez vezes, atingindo o menor com seis tiros na cabeça, tronco e perna.

Os suspeitos, de 18 e 19 anos, foram detidos na madrugada de segunda-feira (17) por uma equipe do Batalhão de Choque. Embora tenham confessado a autoria do crime, conseguiram a liberdade provisória durante a audiência de custódia realizada na terça-feira (18).

A morte do adolescente, que teria envolvimento em atividades criminosas, levanta preocupações sobre um possível conflito entre facções na área. O menor era apontado como responsável por um crime anterior, a morte do ex-militar Jorciley Eloy de Moraes, que foi confundido durante uma abordagem no dia 12 de agosto.

O clima de insegurança é palpável entre os moradores, que relataram que muitos têm evitado comentar sobre o caso por medo de represálias. A possibilidade de vingança está deixando a comunidade em alerta: "Os amigos dele já disseram que vão se vingar. Que a vida se paga com vida. Está até na internet isso", revelou uma moradora que preferiu não se identificar.

Além do temor por novos episódios de violência, os relatos sobre a rotina na região apontam para um ambiente hostil. "A gente não tem paz, sempre escuta tiro e brigas. Quero me mudar, porque eu tenho filhos e está muito perigoso", afirmou outra moradora, destacando a frequente ocorrência de tiroteios e conflitos na área.

As opiniões sobre o adolescente variam entre os moradores. Enquanto alguns afirmam que ele tinha comportamentos agressivos e estava envolvido com gangues, outros o descrevem como uma pessoa tranquila. "Ele aparentava ser bem tranquilo, não mexia com ninguém. Fiquei bem chocada quando soube o que aconteceu", comentou uma residente, refletindo a complexidade da situação na comunidade.

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