Ex-Senador Delcídio do Amaral é incluído na lista de inadimplentes do Serasa e Cadin

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul decidiu incluir Delcídio do Amaral na lista do Serasa e Cadin após ele não quitar dívida [...]

O ex-senador Delcídio do Amaral, atualmente candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, foi alvo de uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do estado, que determinou a inclusão de seu nome na lista de inadimplentes do Serasa e do Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). A ação se deu em decorrência do não pagamento de parcelas de uma multa eleitoral a qual foi condenado devido a irregularidades na prestação de contas durante a corrida eleitoral de 2022, quando tentou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PTB.

A decisão foi divulgada no Diário da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul (DJEMS) e certifica que, depois de ter suas contas aprovadas com ressalvas, Delcídio do Amaral se comprometeu a devolver valores ao Tesouro Nacional, com a multa sendo parcelada em 12 vezes. Entretanto, o ex-senador não deu continuidade ao pagamento, interrompendo-o na quinta parcela.

Com a paralisação dos pagamentos, a União solicitou a execução da cobrança dos valores pendentes, o que resultou na aplicação de uma multa de 10%, totalizando R$ 27.682,96. Embora as contas tenham sido bloqueadas, o montante recuperado até o momento foi de apenas R$ 736,07, em decorrência da restrição judicial que já pesava sobre um veículo de sua propriedade.

Após tentativas frustradas de regularizar a situação, a União pediu a inclusão de Delcídio do Amaral no cadastro de inadimplentes e a suspensão da execução do processo por um período de um ano. O pedido foi atendido pelo juiz Fernando Nardon Nielsen, que autorizou a inclusão no Cadin e nos registros do Serasa através do sistema Serasajud, além de deferir a suspensão do prazo de cobrança.

Em resposta a essa situação, Delcídio do Amaral afirmou que o pagamento da dívida já está programado, reiterando que a questão é simples de ser resolvida. A repercussão do caso se dá em um momento em que o ex-senador busca apoio eleitoral para a sua candidatura ao governo do estado, levantando questões sobre a transparência e a responsabilidade financeira de candidatos durante o processo eleitoral.

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