Em uma recente deliberação, o Conselho Curador do FGTS autorizou um aumento significativo nos subsídios destinados ao programa MINHA Casa, MINHA Vida, elevando o total de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões para o ano de 2026. Este incremento de R$ 500 milhões visa proporcionar melhores condições para a aquisição de imóveis por famílias de baixa renda, que têm a renda mensal limitada a R$ 5 mil.
O novo montante de subsídios será direcionado principalmente para as faixas 1 e 2 do programa habitacional, permitindo que os beneficiários não precisem devolver o valor ao fundo. Com isso, o objetivo é facilitar o acesso à casa própria, um dos pilares do programa implementado pelo Governo Federal, que busca promover a inclusão social através da habitação.
Johnny Ferreira dos Santos, coordenador-geral de Gestão do FGTS do Ministério das Cidades, destacou que a nova aprovação reflete uma projeção de utilização de R$ 12,6 bilhões em subsídios, garantindo uma margem de segurança para possíveis remanejamentos. "Do ponto de vista operacional, é fundamental assegurar que não faltem recursos, permitindo flexibilidade na execução do programa", afirmou.
Além dos subsídios para o MINHA Casa, MINHA Vida, os orçamentos para outras áreas do FGTS permaneceram inalterados, totalizando R$ 144,5 bilhões para habitação, R$ 8 bilhões para saneamento, R$ 8 bilhões para infraestrutura e R$ 8,5 bilhões para saúde. Essas alocações refletem a continuidade do suporte do fundo em diversas áreas essenciais.
O programa MINHA Casa, MINHA Vida foi lançado em março de 2009, com a meta inicial de fornecer 1 milhão de moradias até o final de 2010. Desde o seu início, o programa tem demonstrado um compromisso em atender não apenas as famílias urbanas, mas também aquelas da zona rural, por meio de modalidades específicas para agricultores familiares e trabalhadores rurais, que consideram suas particularidades financeiras.
Recentemente, em 2023, o programa passou por uma reformulação, com a volta da Faixa 1 como público prioritário e a ampliação dos limites de renda, refletindo a necessidade de adaptação às atuais condições econômicas e sociais do país.