Após tragédia, Naviraí planeja ações educativas em escolas sobre segurança online

A Prefeitura de Naviraí, em MS, irá implementar campanhas de conscientização nas escolas municipais após a morte de uma adolescente de 13 anos, induzida por [...]

A Prefeitura de Naviraí, localizada a 358 quilômetros de Campo Grande, programou o início de uma campanha de conscientização nas escolas da rede municipal, após a morte de uma menina de 13 anos, induzida por um grupo extremista em um desafio online. A decisão foi anunciada pelo prefeito Rodrigo Sacuno (PL), em resposta às descobertas alarmantes de uma operação realizada pela Polícia Civil, através da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

O prefeito ressaltou a importância de abordar o tema com os alunos, especialmente com o retorno às aulas nesta semana. “Vamos fazer conscientização com a volta às aulas, com palestras”, afirmou Sacuno, que também considerou a possibilidade de uma parceria com a Polícia Civil para reforçar a mensagem de prevenção e proteção. Ele enfatizou que a conscientização deve ser estendida também ao ambiente familiar, onde os pais podem desempenhar um papel crucial.

A mobilização surge em um contexto em que a investigação policial revela os métodos cruéis utilizados pela rede criminosa, que aliciava adolescentes na internet. A menina de 13 anos foi encontrada morta na varanda de sua casa em 22 de julho, em um caso que chocou a comunidade local. De acordo com a delegada Anne Karine, titular da DEPCA, o grupo visava atrair meninas em situações de vulnerabilidade emocional ou social, submetendo-as a dinâmicas de dominação e rituais de violência.

Durante uma coletiva de imprensa, a delegada detalhou que as vítimas eram forçadas a se automutilar e a marcar o corpo com os nomes dos “donos” do grupo, como forma de ganhar respeito e notoriedade dentro da hierarquia do grupo. A tragédia envolvendo a adolescente de 13 anos não foi um caso isolado; a mesma rede criminosa induziu outra jovem a tirar a própria vida, e os membros do grupo chegaram a comemorar a morte entre si.

Prints de mensagens atribuídas aos integrantes do grupo circularam nas redes sociais, revelando a gravidade da situação. Em uma das mensagens, um membro se referiu ao que aconteceria a seguir, insinuando que outro ato violento poderia ocorrer. O clima de apreensão e a necessidade de medidas preventivas são evidentes, reforçando a urgência de ações educativas nas escolas e nas famílias para lidar com os riscos da internet e da influência de grupos extremistas.

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