Na noite de sábado, 1º de agosto de 2026, um ataque em Cassilândia resultou na morte de Márcio Aparecido da Silva Filho, conhecido como "Márcio Pelé", e de sua filha, que tinha apenas três anos e oito meses. O crime aconteceu na Vila Pernambuco, a 430 km de Campo Grande, enquanto a família chegava em casa em um Fiat Uno.
Após o incidente, um comunicado circulou nas redes sociais, supostamente emitido pelo Comando Vermelho (CV). A mensagem, postada em um perfil no TikTok chamado "CV CASSILANDIA MS", afirma que a execução de Márcio não foi atribuída ao CV, mas sim ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O documento menciona que, devido a uma falta de cautela da facção rival, inocentes acabaram sendo mortos.
O comunicado, que visa esclarecer à população de Cassilândia sobre o ocorrido, ressalta que o Comando Vermelho não endossa a morte de civis. O texto enfoca a necessidade de cuidado nas ações da organização criminosa, afirmando que "nunca iremos tirar vidas de inocentes pela nossa organização".
A nota é assinada pelo "quadro disciplinar de Cassilândia" e enfatiza que a facção não admite erros que resultem na morte de civis. O ataque violento também feriu uma adolescente que estava no veículo com a família, atingida por estilhaços de vidro durante os disparos.
No momento do ataque, enquanto a esposa de Márcio abria o portão de casa, dois homens em uma motocicleta começaram a disparar. Apesar de o alvo principal ser Márcio, sua filha também foi atingida pelos tiros, levando a morte de ambos no local. As circunstâncias do crime geraram comoção e mobilização em Cassilândia, com a comunidade buscando respostas sobre a brutalidade do ato.
A repercussão do comunicado e dos eventos que levaram à tragédia levanta questões sobre a dinâmica das facções criminosas na região e suas consequências diretas nas vidas de cidadãos inocentes. A situação representa um exemplo claro da violência associada ao tráfico de drogas e ao poder das organizações criminosas no Brasil.