Mato Grosso do Sul registra terceira morte de mulher em quatro dias, elevando casos

Em quatro dias, três feminicídios foram registrados em Mato Grosso do Sul, com destaque para o caso de Rose Batista Cabreira, encontrada morta em Dourados. [...]

Nos últimos quatro dias, Mato Grosso do Sul vivenciou uma onda de violência contra mulheres, com três feminicídios registrados. O total de casos de feminicídio no estado em 2026 já chegou a 18, intensificando a preocupação com a segurança das mulheres na região. O mês de julho, que até agora é o mais letal, contabiliza cinco assassinatos de mulheres.

Na manhã do último domingo (2), Rose Batista Cabreira, de 41 anos, foi encontrada morta em Dourados. Ela teria sido atraída para uma emboscada numa estrada vicinal que leva à aldeia Jaguapiru, onde um homem, suposto companheiro da vítima, estava envolvido no crime. Uma mulher de 50 anos também foi presa, sendo acusada de participação na morte de Rose, que foi atacada com uma faca.

Este caso é o terceiro feminicídio em apenas quatro dias. Na quinta-feira (30), Ana Carolina Goes foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro na presença de sua neta de seis anos, em Água Clara. O suspeito foi capturado quando tentava fugir do local do crime. No dia seguinte, Adrielle Encarnação Rodrigues também foi encontrada morta, vítima de facadas, com seu ex-companheiro sendo o principal suspeito, preso em flagrante.

O aumento da violência contra mulheres em Mato Grosso do Sul é alarmante. Conforme o Anuário da Violência Pública, o estado ocupa a quarta posição no ranking nacional de feminicídios. Os dados mais recentes mostram que em 2025 houve 39 casos, representando um aumento de 4% em relação aos 34 registrados em 2024. A situação é ainda mais preocupante quando se considera o total nacional de 1.571 feminicídios no mesmo ano.

Entre os casos que tiveram maior repercussão está o assassinato de Vanessa Eugênio Medeiros e sua filha de 10 meses, Sophie Eugênio Borges, em maio de 2025. O crime foi cometido pelo ex-companheiro de Vanessa, que também era pai da criança. A violência contra a mulher continua a ser uma questão crítica no Brasil, exigindo medidas efetivas de proteção e conscientização.

As autoridades de Mato Grosso do Sul têm implementado ações para enfrentar esse problema, como a criação da Patrulha Maria da Penha e o fortalecimento da Central de Atendimento à Mulher, que oferece apoio psicológico e social. A sociedade é instada a participar ativamente no combate à violência de gênero, garantindo a segurança e os direitos das mulheres em todas as esferas.

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