Ana Carolina Goes, de 45 anos, faleceu após ser esfaqueada 14 vezes pelo ex-marido, Daniel Paz dos Santos, na cidade de Água Clara, localizada a 192 quilômetros de Campo Grande. O crime ocorreu em um momento de desespero, uma vez que o homem não aceitava o término do relacionamento. Após o ataque, Ana Carolina foi socorrida por moradores da região e levada ao hospital local. Contudo, devido à gravidade dos ferimentos, ela foi transferida para o Hospital de Três Lagoas, onde veio a falecer às 23h38 da noite.
Este caso marca a 17ª ocorrência de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul no ano de 2026. Antes disso, na última segunda-feira (27), outro caso chocante ocorreu Em Campo Grande, onde Terezinha Nantes foi morta a facadas pelo companheiro, que posteriormente tirou sua própria vida na Vila Bandeirantes.
Após o ataque, o autor Daniel Paz tentou fugir e buscou ajuda de seu gerente para se esconder. No entanto, a polícia intensificou as buscas na cidade e localizou o veículo Fiat Strada da empresa em que ele trabalhava. Daniel foi encontrado dentro do carro, aparentemente tentando deixar Água Clara. Durante a abordagem policial, ele confessou ser o responsável pelo crime, o que resultou em sua prisão em flagrante por feminicídio.
O caso de Ana Carolina traz à tona a urgente necessidade de discutir e combater a violência contra a mulher no Brasil. As autoridades locais têm trabalhado em iniciativas para oferecer apoio às vítimas, como a Casa da Mulher Brasileira Em Campo Grande, que oferece acolhimento e serviços de proteção, incluindo a Defensoria Pública e o Ministério Público. A Casa opera 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana, e é uma importante ferramenta no enfrentamento da violência de gênero.
Além disso, a Central de Atendimento à Mulher, disponível pelo número 180, funciona como um canal de denúncia e orientação, permitindo que as mulheres em situação de risco busquem ajuda de forma anônima. A linha de emergência 190 é destinada a situações que requerem intervenção imediata da polícia. No Estado, existem também Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) em várias cidades, incluindo Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas, que atuam para garantir a segurança e os direitos das mulheres.
Esses eventos trágicos ressaltam a importância de medidas efetivas para prevenir a violência e proteger as vítimas, em um cenário onde o feminicídio continua a ser uma preocupação alarmante em Mato Grosso do Sul e em todo o Brasil.