O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou um relatório que analisa os efeitos do tarifaço de 25% e 15% proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a economia brasileira. A avaliação indica que os impactos macroeconômicos serão modestos, em parte devido a uma lista extensa de isenções que inclui mais de 800 itens, como café, carne bovina, produtos energéticos e peças de aeronaves.
De acordo com o FMI, a dependência do Brasil em relação ao mercado dos EUA é limitada, representando apenas 11% das exportações brasileiras em 2025. Com isso, a instituição projeta que o efeito das tarifas será contido. O relatório destaca que, mesmo com a implementação do tarifaço em 2025, as exportações do Brasil se mostraram resilientes, e o déficit em transações correntes diminuiu para 2,9% do PIB no mesmo ano.
Em agosto de 2025, Os Estados Unidos aumentaram as tarifas sobre a maioria das importações brasileiras para 50%, resultando em uma alíquota efetiva de 29,1%. Apesar desse aumento, as exportações brasileiras começaram a se recuperar gradualmente desde novembro de 2025, principalmente em razão da demanda de outros mercados, como a China.
O FMI observa que, antes do aumento das tarifas, as exportações para os EUA representavam menos de 2% do PIB brasileiro, o que limita ainda mais o impacto econômico. A recuperação nas exportações é atribuída, em grande parte, ao aumento das vendas de soja para a China, que ajudaram a mitigar riscos associados a essas tarifas.
A análise do FMI conclui que o impacto direto das tarifas impostas pelos Estados Unidos foi limitado, reforçando a resiliência das exportações brasileiras diante de um cenário de aumento tarifário. A instituição enfatiza que a recuperação nas exportações para outras economias tem sido um fator crucial para a economia brasileira nos últimos meses.