Deputado critica nova sobretaxa dos EUA sobre produtos brasileiros

Geraldo Resende classifica a sobretaxa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos como injustificável, alegando que a acusação de trabalho escravo carece de fundamento. Ele destaca [...]

O deputado federal Geraldo Resende, membro do partido União, manifestou sua indignação em relação à nova sobretaxa de 12,5% que Os Estados Unidos impuseram a produtos brasileiros. A justificativa para essa medida, que se baseia em alegações de tolerância ao trabalho escravo, foi considerada por ele como injustificável e desprovida de fundamento, afetando uma relação bilateral que se constrói há mais de 200 anos.

Resende destacou os avanços significativos da legislação brasileira no combate ao trabalho análogo à escravidão, sublinhando que o Brasil é reconhecido internacionalmente por seus mecanismos de fiscalização e proteção dos direitos trabalhistas. Ele apontou que Os Estados Unidos, que atualmente ocupam a presidência do G20, importam cerca de US$ 169,6 bilhões em produtos que apresentam riscos de trabalho forçado, enquanto o Brasil importa um volume aproximadamente 30 vezes menor, segundo o Global Slavery Index.

O deputado argumentou que utilizar uma acusação tão séria como justificativa para a imposição de barreiras comerciais é um erro grave e fragiliza a relação com os EUA. Para ele, essa abordagem não apenas distorce a realidade, mas também penaliza injustamente trabalhadores e empresas brasileiras que operam dentro da lei e com altos padrões de responsabilidade social.

A nova tarifa de 12,5% começará a ser aplicada a partir desta sexta-feira, dia 23. A Amcham Brasil estima que essa medida poderá causar prejuízos de até US$ 11 bilhões, afetando cerca de 3 mil produtos. Por sua vez, o MDIC projeta perdas de US$ 7,4 bilhões, com base nas importações previstas para 2024.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Em 2025, o Brasil exportou US$ 37,7 bilhões para o país norte-americano, enquanto a China, que lidera esse ranking, recebeu US$ 99,9 bilhões do Brasil. Apesar da nova tarifa, o USTR manteve a isenção para determinadas matérias-primas essenciais à economia americana, incluindo mel orgânico, hidróxido de alumínio e sucata de ferro e aço, além de produtos do mar e medicamentos, que não serão afetados pela taxação.

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