Renan Santos propõe ofensiva contra crime organizado com foco no Porto de Santos

O pré-candidato à presidência, Renan Santos, defende ações estratégicas para combater o tráfico de drogas, com ênfase no Porto de Santos e na atuação das [...]

Em Campo Grande, Renan Santos, pré-candidato à presidência pelo Partido Missão, apresentou suas propostas voltadas para a segurança pública, destacando os desafios enfrentados nas áreas de fronteira, especialmente nas regiões de Mato Grosso do Sul e Paraguai. Santos enfatiza a importância de desenvolver ações que atuem desde a origem das drogas até as rotas de distribuição, citando o Porto de Santos, em São Paulo, como uma peça-chave no combate ao crime organizado.

O candidato ressaltou a necessidade de um entendimento claro sobre a gravidade da situação, afirmando que "é uma guerra" e que as Forças Armadas devem ser mobilizadas na fronteira. Ele destacou que a Polícia Federal tem um papel crucial na realização de operações significativas e que as polícias militares estaduais devem atuar em conjunto nos municípios de Mato Grosso do Sul e São Paulo para desmantelar essas operações criminosas.

Renan Santos também mencionou a necessidade de uma colaboração mais estreita entre as Forças Armadas e a Polícia de São Paulo para enfrentar o Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista. Ele propõe a necessidade de uma intervenção federal no Porto de Santos, considerando essa estratégia como uma das linhas de combate ao crime organizado que se estende do Mato Grosso do Sul ao Porto.

O pré-candidato acredita que é fundamental criar novos institutos jurídicos e projetos de lei que permitam uma atuação mais efetiva do Estado nesse combate. Ele propõe a implementação de medidas como a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e a declaração de Estado de Defesa em determinadas localidades, possibilitando que as forças policiais atuem de maneira mais incisiva no combate ao crime organizado.

Santos também expressou preocupação com a infiltração do crime organizado no governo e no setor privado. Ele mencionou a necessidade de abordar a presença do PCC em áreas como a Faria Lima, afirmando que pretende combater a lavagem de dinheiro associada a essas atividades criminosas, que se estendem pelo Centro-Oeste até Mato Grosso do Sul.

Durante uma coletiva de imprensa, Renan Santos abordou diversas áreas, incluindo saúde, segurança, educação e agronegócio. Ele manifestou abertura para dialogar com lideranças locais sobre possíveis alianças, destacando sua disposição para conversar com políticos de Mato Grosso do Sul, caso sejam procurados.

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