Governo libera R$ 18,5 bilhões para mitigar impactos de tarifas dos EUA em empresas brasileiras

Em resposta às tarifas adicionais de 25% impostas pelos Estados Unidos, o governo federal anunciou a liberação de R$ 18,5 bilhões para apoiar empresas afetadas, [...]

O governo federal anunciou, no dia 22, a disponibilização de R$ 18,5 bilhões em crédito para auxiliar empresas que foram prejudicadas pelas tarifas adicionais de 25% aplicadas a produtos brasileiros nos Estados Unidos. A medida, denominada "Brasil Soberano 3", também visa atender aquelas que sofreram impactos devido à guerra no Oriente Médio.

Desse total, R$ 13,5 bilhões serão provenientes de recursos não utilizados no "Brasil Soberano 1", além de verbas oriundas da renegociação de dívidas rurais. O restante, de R$ 5 bilhões, será disponibilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os setores que se beneficiarão do crédito incluem aço, alumínio, automotivo, madeira e máquinas, todos afetados pelas tarifas comerciais dos Estados Unidos. Além disso, setores industriais considerados estratégicos, como fertilizantes, farmacêutico, têxtil e minerais críticos, também serão contemplados. Empresas que tiveram suas exportações para o Golfo Pérsico prejudicadas também estão incluídas na lista.

As empresas que aderirem ao programa deverão seguir algumas diretrizes impostas pelo governo, como a manutenção de uma parte dos empregos. Além disso, o presidente sancionou uma nova lei que liberou R$ 15 bilhões, referente ao “Brasil Soberano 2”, para linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, ampliando as medidas de suporte criadas no ano anterior em resposta ao primeiro aumento tarifário dos Estados Unidos.

O anúncio da nova medida ocorreu um dia após o governo federal dar início a uma série de reuniões com representantes dos setores mais atingidos pelo aumento das tarifas. O objetivo dessas reuniões é ouvir as demandas das empresas e discutir ações que possam minimizar os efeitos das tarifas sobre as exportações brasileiras.

O Escritório de Comércio dos Estados Unidos, conhecido como USTR, foi o responsável pela implementação da tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros, que começou a vigorar no dia 22. Além disso, a instabilidade provocada pela guerra no Oriente Médio afetou severamente o transporte marítimo na região do Golfo Pérsico.

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