Alckmin destaca que Lei da Reciprocidade visa diálogo e não retaliação aos EUA

Após discussões sobre a tarifa de 25% imposta pelos EUA, o vice-presidente Geraldo Alckmin enfatizou que a Lei da Reciprocidade não se trata de uma [...]

A recente imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos gerou repercussões significativas no governo brasileiro. Em coletiva de imprensa após reuniões com representantes do setor produtivo, o vice-presidente Geraldo Alckmin reafirmou que a nova Lei da Reciprocidade não deve ser interpretada como uma ação retaliatória. Alckmin destacou que tal postura poderia resultar em danos mútuos, afirmando que "olho por olho pode deixar os dois cegos".

Alckmin explicou que a Lei da Reciprocidade foi aprovada em um processo que incluiu audiências públicas, visando corrigir injustiças nas relações comerciais sem promover rivalidade. Ele argumentou que, embora a tarifa dos EUA seja considerada injusta, o Brasil possui alternativas para abordar a questão de maneira construtiva e diplomática. "Nós temos instrumentos para fazê-lo, no momento oportuno e adequado", afirmou.

Durante a coletiva, o vice-presidente abordou a balança comercial entre Brasil e EUA, afirmando que os americanos possuem um superávit, exportando mais do que importando. Ele destacou que a tarifa média brasileira é de apenas 3,1%, em comparação com os 25% estabelecidos. Alckmin lembrou também que, dos dez principais produtos exportados pelos EUA, sete têm tarifas zeradas no Brasil.

O impacto da nova tarifa atinge aproximadamente 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, que somam em torno de US$ 7,4 bilhões. Diante desse cenário, Alckmin mencionou que o governo está empenhado em ouvir as demandas de setores mais prejudicados pela medida, seguindo diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele ressaltou que, apesar de desafios, o Brasil alcançou um recorde em exportações no ano anterior e enfatizou a importância de diversificar os mercados. O acordo entre Mercosul e União Europeia e a atuação da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) foram citados como estratégias para a abertura de novas oportunidades comerciais.

Alckmin finalizou a coletiva reforçando o compromisso do governo em dialogar com os setores impactados, buscando soluções que envolvam a obtenção de crédito e investimentos para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros. As reuniões realizadas recentemente integram a estratégia do governo para mitigar os efeitos da tarifa e promover um entendimento diplomático.

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