Rumble e Trump Media protocolaram um pedido na Justiça dos Estados Unidos para que seja dado seguimento ao processo movido contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Esse movimento se deu em resposta à Advocacia-Geral da União (AGU), que havia solicitado o arquivamento da ação. As informações foram relatadas pela jornalista Jussara Soares.
Os representantes das empresas afirmam que as decisões da Justiça brasileira não devem ter validade no território dos Estados Unidos sem a aplicação de mecanismos de cooperação estabelecidos em tratados internacionais. A argumentação principal é que o processo contra Moraes foi iniciado em caráter pessoal e não contra o Estado brasileiro, destacando que ações do ministro foram direcionadas especificamente a eles.
A alegação central dos acionantes é de que Moraes, ao enviar ordens por e-mail, teria tentado impor regras que interfeririam em operações de empresas americanas de forma ilegal e fora dos canais adequados previstos nas legislações em vigor. Eles argumentam que essa atuação seria um excesso de suas funções judiciais, agindo de forma ultra vires. A ação visa contestar e reparar esses atos considerados como abusos de autoridade.
Recentemente, a juíza distrital Mary S. Scriven, da Flórida, analisou um aspecto do processo e decidiu não atender ao pedido do governo brasileiro para acelerar a tramitação do caso, concedendo um prazo adicional de uma semana para que Rumble e Trump Media apresentassem suas considerações. Esse prazo foi estabelecido até o dia 14.
Em um desdobramento anterior, em 23 de junho, a Justiça dos Estados Unidos rejeitou um pedido das empresas para que Alexandre de Moraes fosse declarado revel no processo. Ao mesmo tempo, a juíza Scriven autorizou que a AGU atuasse na defesa do ministro.
De acordo com Rumble e Trump Media, Moraes teria praticado censura ilegal contra manifestações políticas de usuários associados à direita no Brasil, incluindo o influenciador Allan dos Santos. As decisões do ministro que determinaram a exclusão de contas de usuários brasileiros na plataforma violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, a qual protege a liberdade de expressão.